Joana, una ragazza in bicicletta, di notte, senza casco, nel traffico di una grande città brasiliana, viene investita (e trascinata) di proposito da una macchina, guidata da un donna, col figlio affianco, Maicon, che filma l'accaduto e lo mette in rete.
Joana (incinta, vvie con la compagna, Cecilia) poi trova quella donna (o il contrario) e si crea un rapporto forte fra Joana e Maicon, ma anche, in qualche modo strano , con la madre del bambino.
non succede molto, c'è molto di non detto e un'ultima scena sorprendente.
opera prima convincente di Bruno Carboni.
buona (misteriosa) visione - Ismaele
Joana viene investita da un’auto mentre va in
bici. Dall’abitacolo un ragazzino, Maicon, ha filmato tutto mentre la madre era
alla guida. L’evento innesca una serie di reazioni e legami imprevisti tra
Joana, la sua compagna Cecilia e la famiglia responsabile dell’incidente.
Partendo da un’esperienza autobiografica, il primo lungometraggio di Bruno
Carboni sfrutta l’intreccio fortuito di due esistenze per indagare le
possibilità di cambiamento generate dall’empatia; sullo sfondo, differenze di
classe da decostruire per permettere la libera esplorazione della propria
identità.
…O que o filme parece dar a entender é
que, após o atropelamento, o cotidiano de Joana, antes completamente letárgico,
ganhou, no mínimo, certa dinamicidade. Um evento, uma imagem, uma gravação, deu
novos contornos à vida dela. Não é mistério, tampouco drama: apenas algo a
mais, uma nova relação. Em dados momentos, Joana aparenta buscar drama para sua
vida – principalmente quando tenta confrontar os pais do menino. É perceptível
que a aproximação com Maicon se dá por sentir que os dois são parecidos:
quietos, vulneráveis e curiosos. Suas ações, muitas vezes paradoxais, são um modo
de dizer que muitas vezes a vida não possui explicações: há apenas uma zona
cinzenta que nosso entendimento comum não é capaz de compreender, como diria
Friedrich Durrenmatt. Nos últimos minutos do filme, quando Elaine busca dar um
ponto final à relação de Joana com Maicon, a jovem a abraça e chora
copiosamente. Como se uma parte de si tivesse morrido. E, de certa forma, isso
aconteceu. Ela há de deixar Maicon e, com ele, seus segredos e suas partes mais
frágeis.
…O Acidente,
assim, consegue escapar de uma suposta condição genérica – como, por vezes, o
título reducionista pode dar a entender – justamente pelo cuidadoso trabalho
que desenvolve tendo o episódio ao qual faz referência no batismo como início
da conversa, mas também pelo delicado estudo dos personagens aqui reunidos.
Seco, em algumas passagens até mesmo bruto e cortante, mas indo direto ao
ponto, Bruno Carboni deixa claro saber o que procura alcançar com esse discurso,
ainda mais quando tudo deságua em uma explosão singela, mas poderosa o bastante
para eliminar dúvidas e fortalecer aquilo que realmente importa. Um gesto até
mesmo simples, mas dono de uma energia tão singular frente a qual se mostra ser
impossível manter-se indiferente. Quando pontes são construídas não por
iniciativas solitárias, mas pela união de forças, muito mais difícil será
derrubá-las. Trata-se de um exercício raro, mas cujo valor não pode – nem
merece – ser desprezado. Eis a lição que fica.
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